Apesar de ser o segundo maior mercado consumidor do País, as empresas que industrializam,importam e/ou comercializam produtos para o técnico em prótese dentária têm revelado nítido desprezo pelo mercado mineiro.
Empresas como a HERAEUS-KULZER,DENTSPLY(DEGUSSA-DEGUDENT),IVOCLAR-VIVADENT,NOBEL-BIOCARE,MICRODONT,EDG EQUIPAMENTOS,K-DRILLER,URGTEC,CALTINI,TALLADIUM DO BRASIL,KNEBEL PRODUTOS DENTÁRIOS,DENTBRAS,KOTA IMPORTS,ODONTOMEGA,TALDEN(DEFLEX),CONEXÃO IMPLANTES,BORDENTE,CELMAT,SERVO-DENTAL DO BRASIL,GNATUS,DENTFLEX,DENTAURUM,entre outras, tem deixado os profissionais de Minas Gerais totalmente desinformados e desassistidos em praticamente tudo. Não divulgam seus lançamentos no Estado, não têm assistência técnica, não disponibilizam consultores ou instrutores técnicos capazes de resolver os incontáveis problemas que seus produtos(máquinas,equipamentos e materiais) têm trazido para os profissionais de Minas Gerais que, sem ter a quem recorrer, acabam no prejuízo. Resumindo: não dão a mínima para os profissionais daqui.
DIVULGAÇÃO E PRESENÇA FÍSICA É SÓ EM SÃO PAULO
Apesar de lançar novos produtos no mercado, essas empresas parecem não ter o menor interesse no TPD mineiro,enquanto consumidor, tal o desprezo com que o tratam. Quando algum divulgador ou divulgadora aparece para uma visita ao laboratório,quer apenas vender o produto. Promete mundos e fundos e, na primeira situação em que o técnico que o adquiriu precisa de uma orientação ou de um treinamento que o capacite a usá-lo, não consegue ninguém capaz de fornecer uma ajuda. E o que é pior: quando instruído pela divulgadora a fazer um contato com a matriz em São Paulo, no Rio ou nos estados do Sul, parece não haver, dentro da empresa, ninguém habilitado a prestar qualquer esclarecimento técnico.
LÓGICO QUE TODA REGRA...
Tem exceção...LABORDENTAL,DENTAL VIPI,ANGELUS e 3M-ESPE, são algumas das empresas que, mesmo sendo de fora do Estado, continuam a manter dentro de Minas Gerais o seu compromisso de bem servir ao TPD mineiro. E é exatamente por isso que as marcas que comercializam continuam sendo disputadas.As outras, correm atrás. Algumas, com sérios riscos de serem alijadas do mercado. Vox populi,vox Dei. Que só os marketeiros de ocasião não sabem ouvir...
Já passou da hora da indústria nacional começar a se preocupar com a falta de controle de qualidade dos instrumentos de aço destinados à prótese laboratorial que fabricam. Empresas do porte da JON,REIMON,GOLGRAN,DUFLEX e outras têm infestado o mercado com instrumentos de péssima qualidade, onde se percebe claramente que não existe a menor preocupação,por parte de tais empresas, em exercer um controle sobre a qualidade dos produtos que fabricam.
PKTs e HOLLEMBACK LIDERAM AS LISTAS
Os instrumentos PKT e os HOLLEMBACK são imbatíveis na lista de reclamações dos alunos do CTO. A começar pela terminologia errada que os fabricantes cismaram de usar para apelidar os instrumentos PKT(chamam de "gotejadores"), passando pela falta de padronização nos diâmetros das suas pontas ativas, até chegar na tempera altamente deficiente do aço com que são confeccionados, esses instrumentos são vendidos aos milhares em todo o Brasil, gerando enorme prejuizo para quem os adquire. Os instrumentos HOLLEMBACK já vêm de fábrica sem a menor condição de serem usados para a tarefa para a quais foram criados: escultura(corte) na cera e outros materiais de uso odontológico.
Outro item que costuma deixar os consumidores profundamente irritados com a sua qualidade, são os relatores de modelos ou charneiras, também erroneamente apelidados pelos fabricantes de "articuladores". (Alguns chegam a imprimir nas embalagens o termo "articulador", numa prova irrefutável do seu analfabetismo científico, já que este termo só deve ser empregado para os verdadeiros articuladores e não para os relatores de modelos ou charneiras). A maioria das queixas diz respeito ao acabamento de péssimo nível dado às peças de bronze desses equipamentos, que parecem ter sido feitas em "fundo de quintal", sem a menor preocupação de se obter, após a sua retirada dos moldes, um bom acabamento. Na maioria das peças as falhas de fundição das partes dos equipamentos são grosseiras e inaceitáveis por qualquer um que preze o seu dinheiro. O problema é que esses equpamentos, como os fabricados pela DCL e JON são colocados com defeitos de fabricação nas prateleiras das dentais, sem que ninguém faça nada para punir esses fabricantes inescrupulosos que continuam a lucrar alto, em cima da boa fé dos consumidores.
Os anéis de silicone(nº 4) fabricados pela OGP e que constam das listas de materiais distribuidas aos nossos alunos precisam passar por um melhor controle de qualidade. Praticamente todas as bases de todos os anéis adquiridos pelos alunos não se adaptam de forma adequada ao anel. Ficam folgadas e ,durante o vazamento do revestimento,sob vibração, há vazamento do material entre a base e o anel,inviabilizando a técnica.Além disso, após a reação exotérmica do revestimento,durante a sua presa, o silicone sofre deformações,conforme pudemos constatar, em alguns casos dando um aspecto ovalado ao cilindro de revestimento. Isso pode contribuir para sua instabilidade na cunha que suporta o anel na centrífuga, muitas vezes fazendo com que o anel se movimente,impedindo a correta penetração da liga fundida no interior do molde de revestimento. A empresa,que está no mercado desde 1992 precisa investir mais em controle de qualidade,caso contrário irá perder mercado. Aqui na Escola já tomamos nossas providências: no próximo semestre não vamos mais indicar aos alunos a aquisição dos anéis da OGP. Não,ao menos até que a empresa prove que ela resolveu esses problemas de fabricação e de controle de qualidade. Ninguém aguenta mais retornar às dentais e pedir para ficar experimentando bases nos anéis,até achar uma que fique perfeitamente ajustada.